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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quinta no Parque


Hoje acordei com uma vontade imensa de fazer algo diferente, então convidei uma amiga para irmos a um parque. Fomos ao parque, estendemos uma toalha na grama verdinha e numa espécie de picnic e num bate-papo tranquilo e descompromissado passamos a tarde à sombra de uma árvore. Ouvimos pássaros e sentimos a brisa. Rimos e brincamos com os gatinhos que vivem por lá. Tomamos sorvete e tiramos fotos.
 
Também conhecemos um menino de 8 anos chamado Ítalo, que passeava pelas alamedas enquanto seus pais por ali caminhavam. Ítalo me pareceu um menino esperto e na verdade é. Ele nos abordou para uma conversa e nos pegou de surpresa. Enquanto subia em árvores e saltitava feito um passarinho, nos questionou por que ali estávamos e o que conversávamos. Ficamos espantadas com seu desembaraço. Mas o menino serelepe que surgiu do nada também desapareceu do nada.

Teria Ítalo pensado que duas adultas não poderiam dar-se ao desfrute de estarem num parque àquela hora e naquele dia da semana? Não sei o quê Ítalo pensou. Acho até que ele nada pensou. As crianças sempre estão isentas de julgamentos, pois elas se permitem ser livres.

Foto: Margot Félix

2 comentários:

  1. Engraçado como as coisas (momentos) da vida são vistas de forma diferentes. Esse dia significou para mim um dia de descanso, mas muito mais físico do que mental, pois estava com muita raiva de situações irritantes e desnecessárias que nós, professores, temos que passar na nossa vida profissional. Assim, acabei bloqueando meus sentidos para aquele momento tão calmo e relaxante que Margô descreveu tão bem e que eu deixei passar batido.
    Concordo com vc, Margo! Foi um dia diferente!
    Ah e vc esqueceu de citar o cururu que estava juntos dos gatinhos rsrs!

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