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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Amélie Poulain e o homem cego


Apaixonada por cinema que sou, tenho uma lista considerável de filmes que jamais esquecerei. E nessa lista, obrigatoriamente, teria que figurar o filme "O fabuloso destino de Amélie Poulain" - (2001) do diretor francês Jean-Pierre Jeunet.

Aqui eu poderia contar um pouco da história dessa menina solitária que nasceu no subúrbio de Paris e que quando jovem passou a trabalhar como garçonete num café parisiense. Poderia falar do modo afetivo com que ela lida com as pessoas e alguns objetos. De sua tentativa de dar jeito ao mundo a sua volta. Do seu desejo secreto de viver um grande amor. Enfatizaria, também, a fotografia perfeita de Bruno Delbonnel e a música envolvente de Yann Tiersen. Mas o que eu quero falar é de uma das cenas mais lindas que já vi no cinema.

Num momento de extrema sensibilidade, qualidade que nunca lhe falta, Amélie segura a mão de um homem cego, que vive perambulando pela estação de trem, e como numa valsa ela o conduz pelas ruas, narrando com agilidade e riqueza de detalhes tudo que consegue ver diante de si. Ele escuta com tamanha atenção que ao final da narrativa de Amélie, sente como se ele próprio tivesse enxergado tudo aquilo, e é com as imagens explodindo em sua imaginação que o homem cego alcança o êxtase. 

Um comentário:

  1. Lindo!Ler teu texto foi tão emocionante quanto assistir à cena!:)

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