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sábado, 15 de janeiro de 2011

Há 15 anos

Há 15 anos a dor parecia insuportável. E era. Uma dor que anestesiava o peito. Que embotava a alma.

Talvez a cura da dor seja a saudade. A saudade toma o espaço daquele sentimento de impotência que nos invade quando percebemos que nosso pai já não estará entre nós.

Há 15 anos meu pai disse 'Adeus' e realizou a última travessia da sua existência (nesta esfera). Faz tremenda falta sua simplicidade, seu olhar de homem sofrido, a pouca fala - o pouco falar sempre certeiro, e sobretudo a sua presença.

A dor se esvai, mas a saudade nos acompanha para sempre.

4 comentários:

  1. Miguel Pessoa15/01/2011 13:24

    Agora o tempo encarrega-se de consolidar nos corações com a força do pilar que ele foi. O tempo encarrega-se de conservar a imagem e de dar uma suave tonalidade afectiva à ausencia do (nosso) querido pai.
    À luz dos anos que passaram, a figura do pai desaparecido configura-se agora envolta em panejamentos suaves tingidos de azul pastel, rio apaziguador, memória doce. E o azul que escolheste é tão doce de amor...

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  2. :(
    Tu sabia que eu ia chorar muito lendo esse post né?
    De fato, simplicidade foi a marca maior de papai...

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  3. Eu só consigo pensar uma coisa sobre saudade "um vazio que enche o peito."

    Beijos Margot!

    ;)

    Andrea.

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  4. Sim, a dor se vai e a saudade toma seu lugar. Felizes são aqueles que chegam ao ponto de sentir apenas a saudade e viver com lembranças, mas sem dor.

    Um abraço querida.

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