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domingo, 9 de janeiro de 2011

Não me importo com as rimas


Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,

E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento...


Alberto Caeiro
O Guardador de Rebanhos - XIV

Foto: Miguel Pessoa Vidal - Cavalos no Gelo 2011

3 comentários:

  1. A poesia tem que ter mesmo um gosto de vida, rimas ocorrem quando a melodia do poema concede...

    Margot, gostei muito do teu blog, sigo o com prazer...

    Abraços e boa semana pra ti.

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  2. O gostoso desta liberdade é por para fora o nosso sentimento; caia aonde cair, certamente cairá no coração!

    Abraços!... Gostei muito, espero não ser inconveniente; se aceitar te seguirei no blog, até.

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  3. Margot, que a poesia não nos falte nunca!
    Carpe diem!

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