Páginas

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Apenas uma vez


É sabido que não devemos julgar um livro pela capa, também não se julga um filme pelo cartaz, mas quando vi o cartaz desse filme logo pensei: “Talvez seja daquelas comédias românticas muito previsíveis e com final, infalivelmente, feliz”. (Nada tenho contra as comédias românticas, mas hoje eu procuro escolhê-las com mais cuidado.)

Este filme me foi indicado por alguém que, em minha opinião, tem muito bom-gosto, por isso, mesmo desconfiada com a foto do cartaz e sem ler nada a respeito, eu assisti e constatei que não é uma comédia, porém, trata-se de um romance; uma história de amor, de amor pela música.


“Apenas uma vez” (2006), do realizador John Carney, fala de encontros providenciais - que podem acontecer 'apenas uma vez', de cumplicidades e sonhos realizáveis, mas que só têm significado se compartilhados e vividos com paixão.


Um rapaz que, nas ruas de Dublin, toca violão em troca de algumas moedas, encontra-se, por acaso, com uma moça que toca piano, mas por necessidade vende flores na rua. Ambos compõem e veem na música o sustentáculo para seguir em frente, mesmo não havendo condições financeiras para investir profissionalmente nesta paixão. Mas o talento existe, e a vontade também, e com isso eles realizam o sonho de gravar o primeiro disco.

O que me encanta nessa história são as coisas – sobretudo as pessoas - simples e verdadeiras. Há um tom melancólico, mas há cenas de muita leveza. As canções são lindas e falam de amor, sem beirar o piegas.


O filme não conta com belíssimas paisagens, fotografia elaborada, tampouco figurinos requintados. Tudo é muito modesto e muito real, como se de um documentário se tratasse.

Recomendo a quem acredita no amor, em qualquer forma de Amor.

“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.”   Raul Seixas

3 comentários:

  1. Fiquei curiosa para ver o filme.
    Eu adoro a vozinha desafinada no Raul nessa musiqueta.
    A-do-ro.

    ResponderExcluir
  2. Ah, então este filme é pra mim!
    Sou fã do amor e você sabe disso né? Vivo falando disso lá no blog.

    Um beijo querida e muito obrigada pela sua visitinha! :)

    ResponderExcluir
  3. Eu gosto deste tipo de filme, que fala de amores reais, possíveis, dos amores que tanta gente vive e não valoriza porque fica esperando coisa que não existe: gente perfeita. Beijos.

    ResponderExcluir