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sexta-feira, 4 de março de 2011

Carrossel do Destino


Deixo os versos que escrevi,
As cantigas que cantei,
Cinco ou seis coisas que eu sei
E um milhão que eu esqueci.
Deixo este mundo daqui,
Selva com lei de cassino;
Vou renascer num menino,
Num país além do mar...
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.

Enquanto eu puder viver
Tudo o que o coração sente,
O tempo estará presente
Passando sem resistir.
Na hora que eu for partir
Para as nuvens do divino,
Que a viola seja o sino
Tocando pra me guiar...
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.

Romances e epopéias
Me pedindo pra brotar
E eu tangendo devagar
A boiada das idéias.
Sempre em busca das colméias
Onde brota o mel mais fino,
E um só verso, pequenino,
Mas que mereça ficar...
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.

Carrossel do Destino - Antonio Nóbrega
(Composição: A. Nóbrega e Braulio Tavares)
Lunário Perpétuo - 2002

Imagem: Web

4 comentários:

  1. Passando pra desejar um ótimo carnaval.... pra folia ou pra descanso!!!
    Beijossss

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  2. Cristiane Vieira05/03/2011 12:11

    Que letra linda. Queria saber levar a vida assim tbém, nessa tranquilidade.
    As escolhas dos seus textos são sempre bem feitas, Margô.
    Abs

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  3. E cá vamos nós rodando nesse carrossel...ás vezes mágico...
    Muito bonito o poema...
    Beijossssssssss

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  4. Pois é, rodar todo mundo roda, só que alguns têm essa consciência...rs

    Beijos!

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