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domingo, 18 de setembro de 2011

Um pombo, cem escudos e um livro

"Quando chegaram a casa, Adelaide teve de abrir os dedos um a um. Cada dedo retomava a sua forma, renascia. Depois, com delicadeza, desdobrou o pequeno papel, estava humedecido pelo suor da palma da mão. Com caligrafia perfeita:



Ilídio. Ela temia o que desejava. Tentou distinguir um cheiro por baixo do suor que repassava o papel. O amor, ela sempre sonhara com essa palavra, essa ideia. Agora podia começar a vivê-la. Escondeu o papel no louceiro."

José Luís Peixoto
In: Livro - 2010



6 comentários:

  1. Maravilhoso trecho escolhido! beijos,lindo domingo,chica

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  2. Inquietante, desafiador de alguma forma.

    Um beijo, flor.

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  3. Viver o amor...
    Uma grande aventura, chamada de romance?!

    Saudades!
    Bjoo!

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  4. Poxa, que beleza de escrito..Parabens pelo Blog, os textos são realmente muito bons, tens uma sensibilidade admirável, tudo aqui me agradou, então não hesitei em me tornar seu seguidor...

    Quando puder, passa la no meu tbm e vê o que acha
    http://essenciaego.blogspot.com/

    Abraço apertado
    Té mais ;P

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  5. Hope, que bom que voltou. Bjão!

    Olá, Thiago. Seja bem-vindo!

    *

    Um beijo a todos!

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