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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Valores do Passado


Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes
Camponeses, Apôis Fum e o Bloco Um Dia Só
Os Corações Futuristas, Bobos em Folia
Pirilampos de Tejipió
A Flor da Magnólia
Lira do Charmion, Sem Rival
Jacarandá, a Madeira da Fé
Crisântemos, Se Tem Bote e
Um Dia de Carnaval

Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé
Os Queridos Batutas da Boa Vista
E os Turunas de São José
Príncipe dos Príncipes brilhou
Lira da Noite também vibrou
E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou.
Valores do Passado - Alceu Valença (Composição: Edgar de Moraes)
Maracatus, Batuques e Ladeiras - 1994
Imagem: Web

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

1 iPad ou 1 Galaxy Tab?


Ano passado, o site Skoob lançou a promoção “1 iPad ou 100 livros?”, agora o mesmo site lança  “1 iPad ou 1 Galaxy Tab?”. A promoção anterior nos dava a opção dos livros, mas como a lista dos 100 não era nada atrativa eu optei pelo iPad.

Para ser sincera, eu não sei exatamente qual a diferença entre esses aparelhos. Eles têm todas as vantagens e desvantagens que já citei no post da 1ª promoção, mas sei que não têm cheirinho de livro, não têm textura de livro, não podem ser riscados, nem emprestados, como costumo fazer com meus livrinhos. De qualquer sorte, vou concorrer ao pretenso substituto do livro mas, como sou muito antiga, nunca deixarei de levantar a bandeira para os livros convencionais.

Quem quiser participar da promoção - que será finalizada no dia 26 de março -, ou somente ingressar no site Skoob, clique aqui.


Reitero a citação:

“Pegar um livro e abri-lo guarda a possibilidade do fato estético. O que são as palavras dormindo no livro? O que são esses símbolos mortos? Nada, absolutamente. O que é um livro se não o abrimos? Simplesmente um cubo de papel e couro, com folhas; mas se o lemos acontece algo especial, creio que muda a cada vez.”

Jorge Luís Borges

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Psicórdia


Vamos dormir juntos, meu bem,
sem sérias patologias.
Meu amor é este ar tristonho
que eu faço pra te afligir,
um par de fronhas antigas
onde eu bordei nossos nomes
com ponto de suspiros.

Adélia Prado
In: Bagagem - 1976

Imagem: Web

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Apenas uma vez


É sabido que não devemos julgar um livro pela capa, também não se julga um filme pelo cartaz, mas quando vi o cartaz desse filme logo pensei: “Talvez seja daquelas comédias românticas muito previsíveis e com final, infalivelmente, feliz”. (Nada tenho contra as comédias românticas, mas hoje eu procuro escolhê-las com mais cuidado.)

Este filme me foi indicado por alguém que, em minha opinião, tem muito bom-gosto, por isso, mesmo desconfiada com a foto do cartaz e sem ler nada a respeito, eu assisti e constatei que não é uma comédia, porém, trata-se de um romance; uma história de amor, de amor pela música.


“Apenas uma vez” (2006), do realizador John Carney, fala de encontros providenciais - que podem acontecer 'apenas uma vez', de cumplicidades e sonhos realizáveis, mas que só têm significado se compartilhados e vividos com paixão.


Um rapaz que, nas ruas de Dublin, toca violão em troca de algumas moedas, encontra-se, por acaso, com uma moça que toca piano, mas por necessidade vende flores na rua. Ambos compõem e veem na música o sustentáculo para seguir em frente, mesmo não havendo condições financeiras para investir profissionalmente nesta paixão. Mas o talento existe, e a vontade também, e com isso eles realizam o sonho de gravar o primeiro disco.

O que me encanta nessa história são as coisas – sobretudo as pessoas - simples e verdadeiras. Há um tom melancólico, mas há cenas de muita leveza. As canções são lindas e falam de amor, sem beirar o piegas.


O filme não conta com belíssimas paisagens, fotografia elaborada, tampouco figurinos requintados. Tudo é muito modesto e muito real, como se de um documentário se tratasse.

Recomendo a quem acredita no amor, em qualquer forma de Amor.

“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.”   Raul Seixas

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Tudo flui e nada permanece


Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado.
Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo.
É na mudança que as coisas acham repouso.


Heráclito de Éfeso
[Fragmentos] 

Imagem: Web

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Das mudanças repentinas


Passei uns dias longe do Compartimento Secreto e hoje quando vim abri-lo para postar algo, encontrei-o diferente. O background foi removido (sem aviso prévio) pelo site que fornece os modelos e meu blog ficou com outra cara, uma carinha anêmica e triste.  Por enquanto estou testando outros modelos, mudando configurações e outros detalhes. Essa parte técnica sempre me deixa um pouco impaciente, mas aos poucos (quebrando a cabeça) vou fazendo as mudanças necessárias e em breve voltarei a postar normalmente, num espaço bem arrumadinho e agradável para receber meus amigos!

Foi só uma semana distante da minha casinha virtual e já senti uma falta gigante. 

Namastê!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pois quem cultiva a Esperança rega em seu peito uma flor


“O caminho do mistério aponta para dentro”, diz Novalis. Isto me dá a ideia de que não é preciso ir muito longe para se obter respostas. De qualquer sorte, eu acredito que distanciar-se da rotina e recolher-se um pouco é sempre salutar para o pensamento fluir melhor. 

Ouvir o silêncio - meu silêncio interior - poderá trazer à tona meus anjos e demônios, e eu quero dialogar com eles. Por isto, passarei alguns dias afastada do Compartimento Secreto, da internet e afins.

Voltarei em breve, com a cabeça e o corpo sãos para retomar minha rotina, que também é boa.

Por hoje fica uma música que alimenta este meu desejo de renovação, desejo de ver concretizado o trabalho de formiguinha que venho realizando nos últimos tempos.

Esperança - Banda de Pau e Corda
Redenção -1975

Imagem: Web