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sábado, 24 de março de 2012

Se o poeta falar num gato


Se o poeta falar num gato, numa flor,
num vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade...
se falar numa esquina mal e mal iluminada...
numa antiga sacada... num jogo de dominó...
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo que
                                             [morriam de verdade...
se falar na mão decepada no meio de uma escada
de caracol...
Se não falar em nada
e disser simplesmente tralalá... Que importa?
Todos os poemas são de amor!


Mario Quintana
In: Esconderijos do Tempo

6 comentários:

  1. Serão mesmo?!
    Não sei, não!

    Beijinhos.

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  2. Que coisa linda!!beijos,chica

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  3. Cristiane Vieira25/03/2012 11:27

    Pura verdade. Acredito que para produzir um poema, é preciso certa sensilibildade. E para se ter essa sensibilidade, é preciso ter amor. Então, "todos os poemas são de amor", mesmo que indiretamente.
    Abs, Margo!

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  4. Olá, Margot!!

    Você me fez lembrar do meu gatinho que se foi, O Bob, também conhecido como " O gordo"", "Pata Fofa...e outos apelidos carinhosos!! Ele adorava ficar assim na janela, tenho fotos dele "admirando" os passarinhos da janela do meu quarto rsrsr. Quanto ao poema-lindo!! Maria Quintana sabe o que diz, qeum sou eu para contradizê-lo!! rsrsr. Tem bolo de aipim bem fácil para vc lá no blog!! Bjs.

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  5. mfc, desconfio que sim. =)

    *
    Chica, seu conterrâneo é maravilhoso!

    *
    Cristiane, acho que fizemos a mesma leitura. Foi mais ou menos assim que eu interpretei o poema.

    *
    Diana, aqui em casa os gatos têm nome e apelidos tbm. (risos)
    Vou ver seu bolo de aipim! Bjos!

    =)

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  6. Se não for de amor, se não tiver amor, não é poema!
    Bjos

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