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sábado, 7 de julho de 2012

Confissão


Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!



Mario Quintana
In: Velório sem defunto - 1990

4 comentários:

  1. Maravilhoso poema de Quintana!!um lindo fds!beijos,chica

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  2. Nada pressentirias se não fosses relativamente feliz, se nada na vida fosse tão iminente.
    O melhor, para lá do que é vivido, é o que está para acontecer. É como estar do outro lado do espelho e sentir o que nos guarda: a expectativa do amor ou de uma vida plena.
    Uma expectativa relativamente feliz, porque é da tua vida, vivida por mais ninguém, mas que só existe e faz sentido no encontro.

    um beijo

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  3. A paz interior é-nos absolutamente necessária!
    É o nosso equilíbrio desejado.

    Beijinhos,

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