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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Urbana Legio Forever


Dediquei o último domingo a ouvir meus álbuns da 'Legião Urbana' - a banda de rock que mais marcou meus tempos de descobertas juvenis. Então lembrei que, alguns anos atrás, alguém me disse em tom de desdém que a Legião Urbana tem uma música datada, e que anos mais tarde eu não veria sentido naquilo. Hum, acho que esta pessoa estava equivocada.

Hoje não escuto a banda com a mesma frequência, tampouco com a mesma vibração de antes, hoje tenho novas referências - o que não anula as antigas -,  mas leio as letras e ouço os arranjos e posso afirmar que a música da banda candanga continua mais atual do que nunca. As canções falam de violência, medo, desejo de mudança, sexo, drogas, mas sobretudo, de amor e esperança, de utopias. Nada mais do que sentimentos e conflitos universais e atemporais. 

A fúria juvenil de Renato Russo ainda faz sentido, sim. Ainda me sinto motivada a 'amar as pessoas como se não houvesse amanhã', embora nem sempre consiga. Ainda danço embalada pela bateria de Bonfá e ainda percebo nesse som frenético a tentativa de exorcizar os medos e as dúvidas e, ali naquele êxtase, encontrar o amor que transborda disfarçado de raiva.


"Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance.

De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?"

 Fábrica - Renato Russo 




sábado, 11 de maio de 2013

O sempre amor

Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é coisa que mais quero.
Por causa dele falo palavras como lanças.
Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é a coisa que mais quero.
Por causa dele podem entalhar-me,
sou de pedra sabão.
Alegre ou triste,
amor é coisa que mais quero.

Adélia Prado
'Bagagem'


 Pic: Web

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Maya - Uma surpresa feliz!


Às vezes as coisas sem explicação são bem-vindas, assim foi a chegada dessa florzinha. Há uma semana, 1º dia de maio, chegou sem aviso essa mocinha com fita rosa no pescoço e olhar assustado. Ela veio embalada para presente, e eu aceitei com todo prazer. Não sabemos de onde veio, mas aqui ela encontrou um lar e já faz parte da família. O nome dela é Maya, simples assim... sem grandes significados.



E não adianta os médicos dizerem que faz mal dormir com gatos, ela dorme comigo desde o dia que chegou. Já tomou o primeiro banho, retirei a fita, em breve levarei ao vet para tomar vacinas, e agora ela está sendo o que nasceu para ser, uma gatinha de almofada muito mimada, dengosa e fofinha. Não tem jeito, os gatos me deixam rendida!

Maya é muito parecida com Ritinha (aqui), a  florzinha que foi para o Céu dos gatinhos ano passado, talvez por isso aqui em casa todos ficaram apaixonados logo de cara. Chegou em boa hora!

Kiko e Matilde não fizeram caso, ao menos por enquanto, e a paz reina no lar do felinos!
"O homem mora na casa do gato,
que o tolera por política."

Carlos Drummond de Andrade